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No
dia 20/09/2002, uma sexta feira de
muita chuva, eu estive na casa do guitarrista Eduardo
Ardanuy para uma entrevista exclusiva. Edu, mostrou-se muito
atencioso nas quase três horas de entrevista e bate-papo.
Confira nas próximas linhas:
Michel
- Edu, você começou a trilhar os caminhos da música
bem cedo. Poucas pessoas sabem que quando pequeno você fez
algumas aulas de piano com a titia Olga. Gostaria de saber o que
você se recorda dessa época e o que ela influenciou
em você hoje.
Edu
(pensa um pouco)- Era muito legal fazer aulas de piano
com a minha tia Olga, mas na verdade não me influenciou muita
coisa. O legal foi que dispertou a vontade de trabalhar e me envolver
com música. Logo depois, começei a achar um pouco
chato e parei com essas aulas.
Michel
- Aliás, você também foi muito influenciado
pelo seu irmão Átila que tocou na banda Zero Hora.
O que você se lembra dessa época ? Edu
(surpreso)-
Foi, isso influenciou bem mais. O Átila tocava com os amigos
e na época tocava bateria, inclusive aprendeu a tocar com
meu primo Roberto que é filho dessa minha tia Olga e ele
foi quem fundou essa banda (Zero Hora). Mas meu irmão após
um tempo desencanou da bateria e passou pra guitarra assumindo o
posto de guitarrista dessa mesma banda e eu assistia os ensaios
que por sinal eram realizados na casa da minha tia e eu vivia lá
pra ver.
Michel - Do cenário nacional, qual foi a sua influência ? Edu
- Na época que eu começei
a curtir, eu escutava muito Made in Brazil, Joelho de Porco, Pepeu
Gomes, A Cor do Som e o Armandinho, sou fã dele pra "burro".
Basicamente foram essas bandas. Também tem o Patrulha do
Espaço, Mutantes e que são bandas que eu gosto até
hoje, hummm tem também o Sérgio Dias que com certeza
é um dos melhores guitarristas do Brasil. Eram mais essas
que estavam forte na mídia e eu gostava também das
bandas que meu irmão tocava, o Zero Hora e os amigos de outras
bandas que nem me lembro mais dos nomes. Eu era muito criança
e tudo me encantava, bastava ter qualquer guitarra ligada em um
amplificador com o som alto, que eu já ficava emocionado.
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The
Key
(A Chave do Sol) em 1989
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Tiguêis,
Zé Luiz, Fabio R., Beto e Edu
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Michel
- Sabendo que a primeira banda em que você fez parte
foi a renomada Chave do Sol, que mais tarde se transformaria em
The Key, gostaria de saber como foram os seus primeiros contatos
profissionais como músico e como foi sua entrada na banda
? Edu
- Eu entrei na banda a convite do vocalista
(Roberto Cruz Maltauro "Beto"). Ele ligou aqui em casa,
me convidando para realizarmos um ensaio. Nessa época eu
já tocava e estava ensaiando para fazer o disco com o Anjos
da Noite. Eu e meus irmãos tocavamos na noite, em uma banda
chamada "Estilado pra Cima".
Michel -"Este lado" pra Cima ? risos... Edu
- Risos. Nome esquisito, né
? Foi idéia do vocalista Matheus; ele tem um programa na
televisão que é sobre agências de turismo e
na época, o lançe dele era bandas, ele era vocalista
e foi o autor desse nome esquisito, mas era uma banda só
de covers e trabalhavamos tocando em barzinhos como o Bixiga, Black
Jack. Essa foi a minha primeira banda em termos profissionais e
financeiros, talvez tenha cido por intermédio dela que o
Beto tenha me convidado pois antes dela eu nunca havia tocado em
lugar nenhum.
Então
nós marcamos um ensaio, o fizemos, ele gostou e gravamos
o disco "A New Revolution" do The Key.
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Edu
Ardanuy na Chave do Sol
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Michel
- O que você tem a dizer sobre as bandas na qual fez
parte antes do Dr.Sin, como a Chave do Sol e o Anjos da Noite ?
Qual delas lhe atribuiu popularidade ? Edu
- Acho que foi a Chave pois o Anjos
da Noite não durou muito. Me lembro que os ensaios eram feitos
praticamente ao mesmo tempo, mas o disco da Chave saiu primeiro
e me proporcionou maior popularidade principalmente porque a tocava
bem o que é o meu meio, o Rock, que é o estilo que
eu mais gosto.
A
banda era bem underground mas sempre tem aqueles comentários
"boca a boca", fora que com a Chave fiz muito mais shows
na qual me atribuiu maior popularidade. O Anjos, durou muito pouco
pois não foi divulgado no rádio, nós pensamos
que fosse dar certo por estarmos em uma gravadora grande mas não
foi isso o que aconteceu.
E
teve o Supla também, que tirando o Dr.Sin foi a melhor banda
que já montamos. Na banda Supla as músicas eram todas
nossas, não entravamos apenas para gravar, compomos o disco
inteiro e também fizemos shows. Esse é um disco que
eu gosto de escutar, não tenho vergonha por ter tocado com
o Supla, muito pelo contrário, foi um disco que para o cenário
nacional naquele tempo era um disco moderno.
Michel
-Podemos dizer que o disco com Supla foi um "Dr.Sin"
com Supla no vocal, não acha ? Edu
-É um vocalista diferente da
nossa praia, né. Mas ao mesmo tempo, era legal ao vivo pois
rolava um som super legal. Ele é um cara clássico...risos...
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Banda
Taffo no ano de 1989
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Andria
e Ivan Busic, Wander Taffo e Marcelo
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Michel
-É verdade que você iria fazer parte da banda
Taffo mas de última hora acabou ficando de fora ? Edu
- Eu não sei porque não
rolou. O Taffo me chamou pra fazer um som com ele na época
do primeiro IGT, isso foi em 89 quando eu começei a fazer
algumas aulas lá num certo dia me convidou pra tocar e perguntou
se eu não conhecia nenhum baixista e baterista pra gente
montar um esquema legal, fiquei muito empolgado na hora. Foi na
mesma época que eu tocava com a Chave do Sol e com o Anjos
da Noite, seriam três projetos de uma vez só. Tocando
na Chave eu começei a freqüentar os bares que as bandas
tocavam, foi quando conheci o Andria e o Ivan, que tocavam no Platina
/ Cherokee, ficamos muito amigos.
Em
relação ao convite, logo pensei em tocar com o Taffo,
entrar na Warner, gravar em Los Angeles e estar na mídia
seria muito legal. De qualquer forma comentei com eles quando os
encontrei (Andria e Ivan), eles ficaram empolgados e convidaram
o Taffo para vê-los tocar no Woodstook, um bar super famoso
que foi reaberto à pouco tempo, nós, há pouco
tempo, fizemos um show lá...(pensativo) O Wander foi, gostou
e começaram a fazer contato e me colocaram de lado (risos)...
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Banda
Anjos da Noite ao vivo
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Edu,
Paulo, Gerson, Marcos e Átila
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Michel
-O que mais deixou saudades daquela época ? Edu
-O que mais me deixou saudades foi
minha adolecência, eu era mais novo e tudo era alegria, tudo
era novidade. A época dos 20 anos, isso já faz uns
15 anos atrás...risos...
Michel
-Qual foi o fato mais engraçado que aconteceu com
você perante o público ? Edu
- Acho que foi uma vez em que fomos
fazer um programa de rádio na 89, que rolava toda semana
e a cada dia eles traziam uma banda. No dia foi a gente e o Ultraje,
foi bem no começo do Dr.Sin e aconteciam em um teatro, as
apresentações e entrevistas. Lembro-me que no meio
da apresentação, fui pra frente e tinha um monitor
atrás de mim, quando fui voltar de costas, tropeçei,
dei uma cambalhota e consegui me levantar rapidamente, praticamente
eu não errei o que tocavamos. Todos pensaram que era uma
performance, na hora rachamos o bico, mas foi um puta tombo escroto...risos...
Eu
caí, consegui me levantar e ainda saí solando...risos...A
molecada ficou realizada, pois acharam que aquilo fazia parte do
show.
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The
Key
em 1989
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Tiguêis,
Edu, Zé Luiz, Fábio e Beto
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(pensa
um pouco) Hummm... teve uma outra, que quando estavamos
tocando para o Supla, tinha a gente e mais uma banda Pop super famosa...Era
um puta showzaço, esse show foi na praça da Apoteósi,
no Rio de Janeiro. Não me lembro agora o nome da banda, era
super famosa cujo o vocal era de uma mina loira de cabelos curtinhos
e o seu marido tocava guitarra; Eles vieram pra cá na época
do disco com o Supla...Bem, estavamos tocando "Garota de Berlim",
na maior adrenalina, tocando para cinqüenta mil pessoas e eu
começei a música um tom a cima sem perceber, todos
começaram a tocar normalmente como nos ensaios, e eu nem
percebi continuei tocando e quando notei que alguma coisa estava
errada, um olhava para o outro, só fui me ligar que estava
tocando um tom a cima no fim da música, (risos...) Aquilo
foi ridículo também, (risos...)
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No
Anjos da Noite em 89
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Michel
- Antes mesmo de você gravar o primeiro CD do Dr.Sin,
você gravou um CD instrumental juntamente com os irmão
Andria e Ivan Busic. O que foi feito desse material ?
Edu
- Não pudemos lançar
porque na época em que o CDestava sendo finalizado aconteceu
o contrato com a Warner e ela não queria que lançasse
nada antes do primeiro CD do Dr.Sin. A princípio foi isso
o que alegaram, eles compraram a Master do cara que estava patriocinando,
a Devil Records e deram uma grana pro cara e seguraram a master,
mas também não tiveram nenhum interesse em lançar.
Aos poucos fomos desmembrando aquele CD e pegando músicas,
colocando letras e disso vieram outros sons. Pra você ver,
Valley of Dreams e Isolated eram daquele CD, e isso tudo ficou na
Warner. Pra lançar isso eu teria que comprar esses direitos
novamente e pra mim isso já está muito antigo, nem
interessa mais, quem sabe até eu lançe isso de brincadeira,
mas isso se eu não tivesse nenhum custo para adquirir a fita.
Michel
-Quais as possibilidades da Warner relançar o primeiro
CD do Dr.Sin ?
Edu
- Na verdade a Warner não tem
interesse em fazer isso. O viável seria se nós mesmos
o lançacemos pois assinamos o contrato no final de 1992 e
começinho de 1993. Em 2003 fará dez anos de seu lançamento
e normalmente a gravadora tem direitos sobre a obra por esse tempo.
Provavelmente ano que vem, os direitos do primeiro CD do Dr.Sin
e meu projeto intrumental estarão normalmente no mercado.
Michel
-Qual será o futuro do Dr.Sin. O Michael assumirá
ou não os vocais da banda ? Edu
- Acho que ele na banda é um
pouco inviável pois mora muito longe e a passagem aérea
é muito cara. Eventualmente temos shows aos sábados
e ele vir aqui para fazer um show e depois voltar, é algo
que não compensa. Isso da o preço de um cachê
inteiro. Agora com o DVD nós tentaremos divulgar melhor lá
fora e se de repente rolar shows para fora do país a sua
volta será mais provável. Ele sabe que é complicado
pra gente, pois ninguém que nos contrata aqui pagará
a passagem dele e ele não pode ter prejuízos. Pra
nós foi legal na época do lançamento do CD
em 2000, pois tinhamos de quinze a vinte shows agendados e desses
shows nós gastamos apenas uma passagem de ida e uma de volta.
Infelizmente para o nosso estilo é difícil fechamos
quinze/vinte shows, mas até conseguimos uma vez e foi muito
legal, ele é um cara muito divertido. Eu até farei
uma participação no disco solo dele...(pensativo)
e fiquei muito feliz com esse convite.
Michel
- Caso ele saia da banda, o Dr.Sin lançara o seu próximo
álbum em Português ? Edu
- Nós já temos uma série
de riffs e idéias prontas, entendeu ? Mas ainda não
definimos nada a respeito do idioma, acredito que continuará
a mesma coisa. Se realmente quisermos conquistar o mercado brasileiro
teria que ser em português, sendo assim, alguma coisa em português
vai ter, mas não um CD inteiro.
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Michel
- Depois de um CD independente e serem uma das primeiras
grandes bandas a lançarem um CD por conta própria,
quais as conclusões que o DrSin chegou com essa experiência?
Isso é convencional para o Dr.Sin ?
Edu
- Pra nós foi uma novidade.
Quem lançou essa parada foi o Lobão que disse na mídia
estar vendendo muito, então ficamos entusiasmados. É
obvio que não é possível você fazer isso
tudo sozinho, você precisa de parceiros, tivemos essa parceria
com a Jazz Editora e outros patriocinadores que anunciaram na revista
do CD, com isso já deu pra bancar os custos da gravação
nos E.U.A, bancou também a prensagem do CD, praticamente
eles bancaram esse custo que não foi muito alto pois gravamos
tudo na minha casa, não tivemos os custos de estúdio.
Esse dinheiro também bancou as passagens aéreas entre
Brasil e E.U.A e as primeiras prensagens que se não me engano
foram cerca de dez mil. Para nós, foi de certa forma muito
viável pois essa foi uma forma de distribuir o CD rapidamente
no país inteiro com fácil acesso pois você mesmo
sabe que se você for a uma loja e perguntar pelo CD do Dr.Sin
às vezes o cara não sabe nem que banda é, talvés
até você mesmo ache pois se depender do cara ele te
dirá que não conhece. Se fosse de uma forma convencional
seria muito mais difícil porque a gravadora geralmente não
convence o cara a comprar o CD, eles venderão o CD do "É
o Tchan", ele não quer saber se o disco é bom
ou não e esta preocupado em pagar as contas dele. O problema
passa a ser o lojista que compra o que sabe que vende. Geralmente
esse problema desaparece quando falamos em lojas especializadas
como na galeria do rock e a da Teodoro Sampaio. De modo independente
o cara compra na banca de jornal por um preço acessível,
se fosse na banca o "Dr.Sin II" estaria na faixa de uns
R$ 25,00 a R$ 30,00. Foi muito bom pois além desses detalhes
todos, esse CD foi um dos que mais vendeu se formos levar em conscideração
que não pagamos para tocar em rádios, não nos
apresentamos em televisão, divulgamos apenas em algumas revistas
como a Cover Guitarra, Cover Batera, Cover Teclado e uma ou outra
publicação feita por revistas do gênero.
Michel
-Você não acha que o Nabster por exemplo também
pode ajudar uma banda a ser reconhecida pelo fator de publicar e
divulgar a sua obra em uma mídia que esta em constante crescimento
visando que no Brasil o músico ganha em quantidade de shows? Edu
- Eu acho que é o seguinte,
você tem o Nabster para deixar uma amostra para o público
do seu trabalho, isso é uma coisa e ele colocar toda a sua
obra de graça é outra. A obra toda a princípio
é o meu trabalho, então eu ignoro um indivíduo
que acha que pode pegar o meu trabalho e dá-lo para todo
mundo, não faz sentido. É a mesma coisa que pegar
o dinheiro de alguém e o distribuir, isso eu acho uma coisa
muito legal, é muito legal quando não é o seu,
dividir o "nosso" ninguém quer. Precisamos nos
livrar desse câncer. A internet realmente é uma coisa
muito louca, é muito bacana, com certeza é o futuro,
mas programas como o Nabster é um câncer que gera um
grande crise.
Michel - Quais projetos paralelos ao Dr.Sin você está realizando atualmente ? Edu
- Com o Kiko, nós fizemos esse
projeto da ZOOM, mas é um projeto promocional que está
até meio antigo e com o Vescera, ele ligou pra mim e convidou
o Kiko também, na verdade é mais uma participação
no CD solo dele, tem alguns solos meus e uns do Kiko.
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Blezqi
Zatsaz de Fabio Ribeiro
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Michel -Tem o do Fábio Ribeiro também, né (Blezqi Zatzas) ??? Edu
- Esse do Fábio Ribeiro eu gravei
à uns dez anos atrás, isso foi na época da
Chave e que ele está lançando só agora. Eu
achei que ele nem fosse mais lançar e de rrepente ele me
ligou e falou que ia lançar. Eu na verdade nem me lembro
pois isso foi na fase da Chave do Sol, ele masterizou e lançou.
Na verdade foi um projeto de última hora, eu gravei de cortesia
e por sermos amigos.
Michel
- Quais as possibilidades do segundo CD Tritone para 2003 ? Edu
- A gente sempre se encontra
e sempre fala a respeito, mas é realmente um projeto esporádico,
seria mais uma questão de sentarmos e nos organizarmos para
fazer. É na verdade um projeto paralelo para os três
que ninguém prioriza tanto, mas que com certeza mais cedo
ou mais tarde vira um Tritone II por aí.
Michel
- O que você mais tem escutado atualmente ?
Edu
- Na verdade não estou escutando
nenhuma novidade, não tenho escutado FM porque enche...(...risos...)
Eu tenho escutado muito, no meu carro, coisas como Steve Morse's
band, o Stand Up. Tenho também o Glenh Hugles ao vivo no
japão, que é legal também, tenho Eric Jonson.
Em geral são bandas antigas mesmo como: Rush, Led Zeppelin,
Deep Purple, gosto muito de Steve Morse solo, de Scott Henderson,
Jeff Beck na qual escuto bastante. Não faz muito tempo que
eu até tenho escutado algumas coisas novas como tentativa
de "abrir mais os ouvidos", coisas como o Linkin Park,
Korn, Kid Rock, o meu irmão também tem feito a mesma
coisa, mas ambos não temos muita paciência para escutar
isso não...risos...
Michel
- Qual foi a sua rotina de estudo musical e o que você
acredita ter sido primordial nesse estudo ? Edu
- Minha rotina nunca foi muito sistemática,
sempre estudei mais na diversão do que como uma lição
de casa, porém esse estudo sempre foi muito intenso, era
mais porque eu estava mesmo afim de ficar com o instrumento não
mão, entendeu ? Nunca determinei um tempo x para estudar
como um profissional que tem de cumprir um determinado tempo. Isso
foi logo após os meus onze anos, quando começei a
me aprimorar mais e começei a me organizar um pouco melhor
em suprir algumas coisas em que eu apresentava maior dificiência
ou seja, sempre estamos encontramos deficiências, assim encontramos
e focamos determinado ponto não perdendo tempo com outros
aspectos. Se não fosse esse estudo eu não tocaria
o que eu toco hoje, não que eu toque as mil maravilhas, mas
se eu não tivesse me dedicado, de certa forma eu não
tocaria mil maravilhas nenhuma...
Michel
- O que mais te chama a atenção em um músico
?
Edu
- Sem dúvida alguma, o que me
chama a atenção em um músico é a criatividade
e a interpretação.
Michel
- Qual é o seu processo de composição
e inspiração, o que você realmente acredita
ser importante nessa hora ?
Edu
- A inspiração pra mim
vem naturalmente, quando menos se espera vem uma idéia na
cabeça, aí é pegar um gravador bem rápido
e gravar por que até você pegar a guitarra você
já esqueceu, é por isso que é bom ter sempre
um gravadorzinho por perto. O processo de composição
é um exercício como outro qualquer pra mim porque
a composição você tem que exercitar. Às
vezes você escuta alguma música no rádio, no
CD, e apartir daí você trabalha essa idéia.
Realmente o segredo esta em exercitar, aí depois de composta
é legal você gravar o som e após uns dias você
escuta novamente para ver se realmente esta legal ou foi uma empolgação
barata do momento, geralmente de 100% que você grava se aproveita
uns 40% porque os outros 60% são muitas vezes clichês,
coisas que se parecem com algo que já existe. Originalidade
e "coisa sua" mesmo é 10%.
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Edu
Aradnuy - na época do Anjos.
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Michel
- Ministrando aulas particulares e em grandes conservatórios
à anos, qual é a maior dificuldade que os alunos de
modo geral encontram ? Como professor e músico, o que você
aconselha ?
Edu
- Eu acho que isso é relativo,
cada aluno apresenta uma deficiência, uns são mais
e outros menos musicais. Alguns já chegam tocando bem e devem
desenvolver mais a parte teórica e de raciocínio,
isso porque a parte motora ja esta bem desenvolvida. Outros, já
não buscam a virtuose ou mesmo o "tocar bem", eles
estão lá por hoby, por terapia. Isso varia muito,
mas no geral a dificuldade é motora, já a parte teórica
eles sempre aprendem rápido até porque a música
é de certa forma uma matemática exata pois tem uma
combinação de acordes e escalas que você sabe
que tem um "casamento" legal, assim como 2 + 2 é
igual a 4. Logo que o aluno pega a noção disso (harmonia,
ritmo e escalas) ele pode até ir por conta própria
e fazer um CD com isso, mas na hora de tocar, isso não vai
ajudar muito não pois lhe faltará a concepção
e interpretação. O que pode acontecer é que
depois de alguns anos sem aulas de guitarra e mais "estrada"
ele perceba que o que vale é a qualidade de notas e não
a quantidade, no começo todos querem tocar rápido,
coisas tipo "fazer arpegios com as pontas dos dedos do pé"
e mais alguns malabarismos, aliás isso não significa
que o cara não toque bem, mas é que ele às
vezes parece um computador e se esquece que as pessoas querem ouvir
uma música legal e original, mesmo que tenham cinco notinhas,
mas que transmitam uma mensagem. Há pessoas que tecnicamente
são excelentes, mas que com as suas dez milhões de
notas não conseguem passar nada pra ninguém, a não
ser mostrar o quanto ele é bom fazendo escalas entre outros
exercícios. As pessoas atualmente confundem exercício
com música, que são coisas totalmente diferentes.
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Michel
- Agora o espaço é seu. Deixe um recado para
os fãs pecadores.
Edu
- Eu gostaria realmente de deixar um
abraço para todos, agradecer a fidelidade deles por frequentarem
sempre os shows, agradeço também a aqueles que estão
sempre presentes no site buscando novidades sobre a banda e desde
já adianto que estamos preparando um DVD de presente pra
todos eles, seria o "the best of Dr.Sin" comemorando os
10 anos de banda, nele tem músicas de todos os nossos CDs
e com ele fechamos uma fase do Dr.Sin, a fase dois, agora vamos
começar a fase três. Esse DVD deve estar saindo entre
Novembro e Dezembro.
Michel
-Sairá em CD, DVD e VHS ? Edu
- Nós temos a pretenção
de lançar nesses três formatos, mas a prioridade mesmo
é o DVD pois esse promete ser o formato do futuro até
porque o DVD (aparelho) hoje tem um preço bem acessível
praticamente é o preço de um vídeo cassete.
"Agradecemos
aos músicos da banda Dr.Sin por tudo o que significam para
nós..." (Dr.Site)
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