Entrevista
realizada com Andria e Ivan Busic na tarde do domingo do dia 11/11/01
por Michel Camporeze Téer.
Michel-Vocês
se lembram como adquiriram seus primeiros instrumentos ?
Ivan- Bem, no meu caso foi muito legal porque eu era o vocalista do Prisma
na época e a gente não conseguia achar um baterista.
Aí eu sentei um dia em uma bateriazinha e todos mundo achou
que eu tinha talento pra coisa, aí não deu uma semana
e o Daril apareceu aqui com uma batera inteirinha Hoppe, dois bumbos,
toda equipada e falou "toma aí depois você me
paga". Assim foi que consegui a minha primeira bateria. Foi
através do Daril Parisi.
Andria- Fui um baixo que ganhei do Otávio Fiálio que era um
cara muito bom. Tocava com Caetano Veloso e com o meu pai também,
foi meu único professor, um dos melhores baixistas que o
Brasil já teve assim.
Michel- Como
vocês analisam as bandas de hard-rock dos anos 80 e 90 ?
Ivan- Eu
acho que a década de 80 foi maravilhosa foi uma grande época
onde ficaram famosas bandas como: Van Halen, Kiss. Inclusive a gente
foi ver o show do Van Halen no Ibirapuera e quem abriu foi o Patrulha
do Espaço e ficamos impressionados, tanto com o Patrulha
quanto com o Van Halen, era maravilhoso, foi um lance que nos inspirou
muito em 82. A década de 80 foi quando o movimento começou
com bandas surgindo como o Sepultura que vinha de Minas, Overdose
e daqui de São Paulo uma leva de bandas como a Chave do Sol,
Platina, Centúrias, Abutres, Vírus, Azul Limão,
Lixo de Luxo e outras muitas bandas que giravam um monte de festivais
tipo a Praça do Rock, na Aclimação a gente
tocou em vários desses assim. Na época, o Platina
acabou colocando uma música em um programa especial da Bandeirantes,
eramos a apresentação do programa, faziamos a apresentação
do programa, tocava na rádio sem jabá, quer dizer
o heavy metal praticamente realmente nasceu na década de
80. Já na década de 90 foi legal o rock mas, que teve
uma decadência.
Andria- A década de 90 foi a que acabou com o rock e em 94 já
não tinha mais nada e virou grunge.
Ivan- O grunge foi até uma época legal do rock n' roll,
mas que ficou tão mafioso dentro da mídia do rock
que apesar de algumas bandas legais da época como o Pearl
Jam, Alice in Chains, Nirvana e Sond Garden elas não precisariam
automaticamente terem matado todas as outras porque foi assassinado
tudo aquilo que não era essas quatro bandas.
Andria- O
Guns também durou bastante, mas quem matou o Guns foi o próprio
Guns.
Ivan- Isso
o Guns n' Roses foi uma banda que trouxe o rock de volta, renasceu
por causa deles.
Andria- O Aerosmith também sempre segurou a bronca.
Ivan- O
Aerosmith apesar de estarem só no esquema "balada"
eles são uma banda de atitude rock.
Andria- O que aliás sempre foi o Queen, Aerosmith e o Ozzy que seguram
a onda.
Ivan- Mas se você analisar depois do grunge todas essas bandas sumiram,
como: Scorpions, Van Halen, todas mesmo deram uma sumida, mas é
aquilo que a gente sempre fala o rock vem de moda e sozinha elas
acabam e todo roqueiro sabe e sente que essa é a realidade
do rock. Não é só a mídia; é
claro que a mídia é necessário ninguém
também vai viver de água. Acho que a década
de 80 e 90 foram muito importantes mas não quanto as de 70
porque jamais vai existir rock como nessa época, nunca teremos
um leque de bandas como: Deep Purple, Led Zeppelin, Rush, Black
Sabbath, Jimi Hendrix, Uriah-Heep, Pink Ployd, Yes, Gran Funk, Queen,
não da para comparar. E hoje em dia cada vez pior o rock
indo para o fundo do poço mesmo com bandas que não
sabem nada de nada, além de quererem comprar um instrumento
e falarem que são roqueiros porque hoje em dia ficou muito
fácil, você grava um cd dentro do seu quarto, compra
um gravador de cd, um microfone e um caraokê e você
vai ver... O rock n' Roll realmente esta numa ladeira incrível,
mas sempre vai existir alguma coisa boa no meio do caminho.
Michel- No cenário musical Brasileiro, qual a influência de
vocês ?
Ivan-Bom eu gosto muito de Secos e Molhados é uma banda muito boa e antiga, Joelho de Porco.
Andria- Barão
Vermelho e os Mutantes também era legal.
Ivan- O Patrulha também é uma banda super legal, foi uma
banda que eu ouvi bastante assim como o Made in Brasil, são
bandas importantes para o rock nacional. Mas da fase metal, acredito
que pouca coisa realmente significou porque quase nenhuma dura.
Andria- Tem
muitas bandas aparecendo mas não sabemos se vai durar para
o segundo disco.
Ivan- Exato
porque você vê que isso vira uma moda como 99% das bandas querem
fazer um som exatamente como o Iron Maiden. E agora com o surgimento
do metal melódico realmente o heavy metal entrou no que chamo
de fundo do poço, maior falta de originalidade da história
humana é o metla melódico, sabe é bem assim
"rei Artur vai levantar uma espada e dominar a Julieta na montanha
do reino..." essas coisas são o que chamo do fim do
rock. O Rock n' Roll é muito mais do que isso o Rock n' Roll
tem que ser uma atitude real, não juntar uns caras e falar
"vamos fazer um som como o Blind Guardian ou Hammer Fall"
acho que se for esse o tipo de rock que vende, prefiro nunca vender.
Michel-Vocês
ainda mantem contato com os membros das bandas anteriores ao Dr.Sin
?
Ivan- A
gente não é amigo de ficar ligando pra a maioria deles
porque o pessoal some.
Andria- Cada
um tem a sua vida também.
Ivan- Cada um toma um rumo agora com o Wander Taffo a gente esta sempre
em contato, com o Supla também, com o Daril vira e meche a gente
fala muito pouco porque ele também tem a sua vida mas, o
pessoal da Chave realmente sumiu, do Cherokee só o Seamam
(vocalista do Platina) mesmo que vemos direto, mas não rola
muito um contato diário porque cada um tem muitas coisas
pra fazer e a maioria sumiu mesmo. Infelizmente a música
derruba muita gente.
Michel- O que daquela época mais deixou saudades ?
Ivan- Acho que no Platina o que mais deixou saudade foi aquele lançe
puro que tinhamos, era aquela coisa de moleque e que derepente a
gente estava no palco tocando querendo ser o Van Halen. No Cherokee
foi praticamente a mesma coisa.
Andria- Nós
nem sabiamos o que estavamos fazendo e quando vimos já estavamos
gravando um disco.
Ivan- já no Taffo o que nos deixou muita saudade foi de tocar com
o Wander mesmo por ele ser um dos melhores guitarristas que a gente
já tocou, é com certeza um dos melhores guitarristas
do mundo. Os shows do Taffo eram realmente sempre lotados e muito
bem lotados, divulgados e bem produzidos, discos que venderam muito,
fizeram muito sucesso com ele estivemos em programas como o da Xuxa,
Mara, Angélica, quer dizer uma banda que realmente esteve
na mídia, um trabalho muito bem feito até onde a gente
conseguiu triblar a podridão da mídia com o Supla
não teve muita coisa, nós gravamos o disco e depois
de alguns shows, fizemos uma turnê grande com ele e depois
saimos porque sabíiamos que não era a nossa banda.
Michel- O
que vocês acharam da iniciativa do Luiz Carlos Calanca de relançar
marcas históricas em cd ?
Andria- Ele demorou, na verdade ele não aceitava cd aí ele
viu que não tinha como lutar contra.
Ivan- Acho que ele demorou também. Ele é muito conservador,
gosta de Lp (Vinil), acho que ele viu que não tem jeito de
lutar contra o cd, então lançou os trabalhos dele
em cd. Ele realmente vai se dar muito bem com esses lançamentos
porque tem muita gente com a cabeça aberta que quer descobrir
o que veio antes do rock nacional e agora vai ficar mais fácil
saber o que era o movimento quando tudo começou.
Michel- Se tratando do Dr.Sin, esta nos planos da banda lançar algum Home-vídeo, DVD ou algo do tipo ?
Ivan- Estaremos em breve viabilizando um show que será gravado
um DVD mesmo e esse contará com o show, com todos os clips
da banda inclusive o Eternity que a gente vai terminar para incluir
no DVD e um menu com muitas curiosidades e partes acústicas,
pesadas, partes com o Michel Vescera, partes com o Andria. Fita
de home-vídeo a gente acha legal também, gostaríamos
de fazer alguma coisa no estilo do Pantera e aproveitar tudo quanto
for coisa de backstage, tudo o que a gente tiver incluir nas fitas
e fazer vários volumes.
...18/08/2000 (feira da música)...
...Andria,
Michael Vescera, Eduardo, Michel e Ivan...
Michel- Nos
direcionando mais para a nova fase do Dr.Sin, como tem sido para
a banda realizar os shows na ausência do vocalista Michael
Vescera ?
Andria- Estávamos pensando em chamar o Osama Bin Laden, já
que o brasileiro gosta mais...risos...
Ivan- É ele vai ficar dando tiro na platéia...mais risos...
A gente acha que é o seguinte traremos o Michael sim, ele
é da banda mas como ele mora nos EUA e tem sua família
lá e tudo, não é todo mês que ele pode
vir e não podemos recusar shows, jamais nós vivemos
de música, então quando pinta shows completamente
fora de época pra ele vir pra cá, encaramos os shows
do mesmo jeito porque em todos os shows que a gente fez depois do
Michael com o Andria tivemos mesmo sucesso, o mesmo êxito
com o Michael. Pra nós é muito gostoso tocar com ele
também porque ele é um super brother nosso, e super
vocalista, mas são duas potências diferentes, com certeza
ele vai estar na banda vai estar em outras turnês e ele é
um membro do Dr.Sin.
Michel- Essa vai para o Andria. Como sido para você cantar as músicas do Michael Vescera ?
Andria- A maior parte das músicas já eram nossas e para mim foi praticamente a mesma coisa, é legal tê-lo no show porque a gente curtia estar todos juntos e aí viramos muito irmãos, não faz diferença porque é o Dr.Sin do mesmo jeito e só faz falta mesmo o lance da gente estar juntos. O cara é muito engraçado...risos...A gente se divertia mesmo nos shows.
Michel- Como esta a divulgação do cd Dr.Sin II no exterior e se ha planos para a banda realizar shows fora do pais ?
Ivan- O Dr.Sin II foi lançado no Brasil até a semana retrasada e foi lançado nos EUA finalmente a agora vai começar a divulgação lá fora porque a gente não quis lançar esse cd de mão beijada ou por uma coisa estúpida a gente jamais vai fazer o que algumas bandas fazem que é lançar por lançar e fazer uma turnê tocando em muquifos para passar fome na Europa, prefiro lançar uma coisa legal ou não lançar. No caso essa gravadora é uma gravadora e distribuidora muito boa de bandas legais de metal (Metal Mayhem) que já haveriam entrado em contato com a gente há muito tempo e agora resolvemos lançar o Dr.Sin II, é o primeiro passo desse cd no exterior que marca a nova fase da banda e poderá atrair muitas coisas boas agora pra gente na Europa e na Ásia, a partir da América. O trabalho no Brasil foi muito bem feito distribuindo 20.000 cd's em bancas de jornal e agora vamos continuar vendendo em lojas normais o Dr.Sin II e através de sites, mas o trabalho no exterior nós acabamos de começar.
Michel- Na análise de vocês o que difere o Dr.Sin II dos outros trabalhos da banda ?
Ivan- Só o vocalista, um vocalista diferente na minha opinião.
Andria- As músicas foram feitas sem o Michael.
Ivan- É não existia Michael Vescera quando compusemos as músicas, elas foram compostas e depois de prontas praticamente surgiu a idéia e aí o Michael entrou. Quer dizer o Dr.Sin criou as músicas do mesmo jeito que criaria se ele não estivesse na banda a única diferença foi o timbre do vocal mesmo na nossa opinião.
Michel- O
Joey é um componente da banda ?
Ivan- O Joey é um participante muito efetivo porque é um
cara que nós aceitamos as idéias, estamos dia a dia
com ele. É que na verdade o teclado nunca foi a prioridade
na banda, o teclado para nós é efeitos, fazer timbres,
um aqui outro ali, é uma coisa que ele sabe fazer muito bem.
Não existe para nós uma onda de muito teclado na banda,
então é por isso que ele não é realmente
um componente na banda, agora, se teclados fosse a proposta da banda
ele seria um componente.
Michel- Nesses
quase dez anos de Dr.Sin qual foi o maior desafio de vocês
e a maior conquista ?
Andria- Viver em um país que não toca rock.
Ivan- Viver de rock, viver como músico no Brasil, pagar todas as
nossas contas e sustentar a famíilia com o dinheiro da nossa
música, esse é o desafio o que a gente venceu e tem
vencido até hoje graças a Deus, apesar de você
lidar com uma mídia fechada e viver no mundo do rock que
é um mundo muito invejoso, quer dizer as próprias
bandas que te vêem fazendo sucesso procuram arrumar um jeito
de te jogar uma inveja, um olho gordo e a gente vence isso graças
a Deus e vai vencer sempre porque confiamos no nosso profissionalismo
e ele vai nos levar longe, tocamos pela música e vivemos
pela música.
Michel- Vocês
se lembram de algum fato engraçado que ocorreu no palco perante
o público ?
Ivan- Acho que a única coisa que eu me lembro assim que foi realmente
engraçado, foi quando eu fui cumprimentar a galera e eu estava
de abrigo no Aramaçã e o pessoal puxou e eu fiquei
só de cueca porque a minha calça caiu no palco, aí
eu aproveitei e dei um mosh para buscar a minha calça, foi
muito engraçado...risos...mas tem muitas coisas aconteceram...
Andria- Quando eu esqueço as letras, aí todo mundo canta certo
e eu errado...é muito engraçado...
Ivan- O Andria cantava as letras erradas mas ele olhava a boca
de todo mundo cantando outra letra, mas eles estavam certos e o
Andria errado...
Michel- Quais projetos paralelos ao Dr.Sin vocês estão realizando atualmente ?
Ivan- Nós temos feito algumas produções de bandas
independente e gravado com vários artistas, mas projetos
paralelos mesmo, nós fomos convidados para o Shining Star
que é uma banda do Fábio Rocha de Maceió onde
gravamos o primeiro cd e agora o segundo com o Andria no vocal que
vai vim bem legal. O Andria ia fazer parte do Karma mas não
teve jeito de conciliar o tempo para o Dr.Sin e desses outros projetos.
Existe a banda Junk também que é a banda do filho
do Roberto Leal, é uma banda muito boa e estaremos fazendo
shows com ele, eu e o Andria. Já o Eduzinho eu não
sei, aliás ele esta fazendo e acabamos de gravar com ele
e o Kiko Loureiro um cd instrumental.
Michel- Aliás antes mesmo de gravar o primeiro cd do Dr.Sin, vocês iriam lançar um cd instrumental, não é ?
Ivan- A sim.
Andria- A Warner segurou e está com essa fita, só não esta mixada, mas esta tudo gravado e esta com eles até hoje.
Michel- Eles não vão liberar ?
Andria- Acho que não.
Ivan- Mas não tem problema, esse material a gente já considera
antigo e pra nós já nem vale mais, o lance é
fazer coisas novas.
Michel- Quais desses projetos vocês mais se orgulham, algum em especial como gravar um novo estilo como o projeto do Eduardo Araújo ou mesmo o prestígio de poder tocar na banda do Michael Vescera ?
Ivan- Pra nós todos eles tem muita importância, não
existe assim um que a gente goste mais. Cada um trouxe uma coisa
muito boa pra nós e a gente jamais fez alguma coisa que não
gostasse. Nunca nos prostituímos fazendo algo terrível,
se colocarmos o nosso som no cd de alguém, cantar ou participar
é porque realmente consideramos aquilo legal. Em nenhum momento
eu me lembro de ter participado de alguma banda que eu fosse me
arrepender, acho que todos eles são importantes como o Eduardo
Araújo que é um cara importante de mais, a Silvinha
Araújo, Monica Araújo, o Edgar Winter, com o Michael
Vescera, poxa o cara foi vocalista do Loudness, Obsession e Malmsteen
e agora esta numa banda brasileira é um motivo de orgulho
muito grande, nos orgulhamos muito mesmo apesar da inveja da maioria
das pessoas tentarem não enxergar porque nós conseguimos
trazer um vocalista desse porte para uma banda brasileira, na verdade
a gente acha até bom porque se causamos inveja é porque
realmente estamos incomodando, sentimos isso na pele e repito porque
tem revistas e rádios que não dão a atenção
merecida para o Dr.Sin, a gente acha uma covardia muito grande é
o que torna o Brasil o terceiro ou o quarto país mundo porque
fecham os olhos paras as coisas boas que estão aqui dentro,
da valor a uma ou duas coisas só você pode ver que
as capas de revistas são sempre as mesmas, a rádio
nem se fala, eu acho isso uma injustiça muito grande então
as pessoas nem acabam nem enxergando o sucesso que a gente tem porque
essa mídia tenta encobrir o nosso sucesso e atribui a outras
bandas. O Dr.Sin fala mais alto quando estamos em cima do palco,
é onde a gente da o recado.
Michel- O que houve entre a gravadora Megahard e o Shining Star ?
Ivan- Houve alguns desacordos entre os dois, a gente não conhece o contrato. Acho que nem vale a pena eu e o Andria entrarmos no meio dessa estória porque a gente só faz participação no cd e o contrato é entre ele e a Megahard. A gente não sabe o que esta se passando e só esperamos que os dois possam resolver da melhor forma possível.
Michel-Como
é viver de música no Brasil e como vocês que
estiveram lá fora vêem o cenário ?
Ivan- No Brasil a gente tem vivido de música desde os nossos dezesseis anos de idade, tocamos já há duas décadas profissionalmente tocando, dando aula, baile, gravando com artistas...Inclusive o Dr.Sin mas, o mundo da música é um mundo de altos e baixos, tem mês que você faz dez, quinze shows, tem vez que você não faz nenhum, você tem que saber viver de música e é por isso que muita gente desiste, que não é o nosso caso. Já o caso do exterior para nós foi muito bom porque fizemos quatro shows, voltamos e fechamos o contrato com a Warner, acho que foi dado o valor merecido. Talvez a nossa falha foi ter voltado para o Brasil logo depois de ter assinado o contrato e não ficado lá porque com certeza a gente teria tido dez vezes mais apoio porque quando voltamos para o Brasil volta-se aquele assunto de novo da inveja, da mídia
fechada de pessoas fechando o olho, então eu acredito América
só quem teve lá e conhece que é um país de oportunidades e quem pode aproveitar, aproveita e se da muito bem. Desde um garçom a um lixeiro o cara vai ter a sua casa e seu carro, no Brasil é impo ssível isso, no caso da música, nós somos músicos e vamos fazer isso para sempre.
Michel-Vocês tem alguma dica pessoal para quem esta pensando em seguir essa carreira ?
Ivan- Tem que ter coragem e força de vontade.
Andria- Principalmente hoje em dia pois esta muito mais difícil doque antigamente.
Ivan- Tem que saber o que quer né, se você quer ser uma banda
da moda beleza. É capaz de estourar e ficar rico. Só
não esqueça de fazer algo realmente muito ruim se
quiser ganhar muito dinheiro, mas não se esqueça de
fazer algo muito horrível mesmo, ou se quiser ser uma bom
músico, seja, pois também tem espaço para ele
nem que seja em estúdio, participar em alguns shows ou nem
que seja em um conservatório.Acho que depende do que a pessoa
quer conseguir, tem que ter força de vontade como em qualquer
emprego se o cara quer ser músico tente fazer alguma coisa
legal.
Michel-O que vocês mais tem escutado atualmente ?
Ivan- Eu não tenho escutado nenhuma coisa nova, fico ouvindo os discos que eu gosto mesmo como: Rush, Queen, acho que Queen é o que mais tenho ouvido.
Andria- Não da pra escutar nada, eu só escuto as mesmas coisas antigas que eu sempre ouvia.
Ivan- É que atualmente tem sido difícil, ou você escuta
bandas de NewTrash que vomitam dentro da própria mascara
para chamar a atenção, que se pinta de branco para
tentar aparecer, ou então você escuta esses metais
melódicos com a "espadinha do rei Artur" que não
da pra acreditar, onde a única importância da música
esta na velocidade que os dois bumbos estão sendo tocados.
Andria- Até tem algumas coisas interessantes mas não é
nada favorito assim, até tem algumas coisas legais como:
Keep Rock, Rage Against The Machine que nem existe mais pelo que
parece, Fooicters. milhões de bandas por aí na qual
você sita uma ou duas.
Ivan- Alguma coisa como o Nevermore é uma banda interessante. As
pessoas só precisam saber que tem bandas além do Iron
Maiden, eu Amo o Iron Maiden mas existem outras bandas, o Iron Maiden
é um só não; vi ter outro, infelizmente.
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Michel-Agora
o espaço é de vocês para deixarem um recado
para os fãs pecadores.
Andria- Morte ao Osama...risos...
Ivan- Bom, pra quem é fã realmente a gente abre o nosso
coração, a nossa casa, a nossa vida porque sabemos
pelo olhar quem é o fã do Dr.Sin e uma coisa que realmente
da força pra nós desde o começo é que
o fã do Dr.Sin é diferente do fã de qualquer
outra banda, ele tem os cd's, sabe as músicas e sabemos que
de alguma forma estamos fazendo algo de bom para esses fãs,
é muito diferente. Tem fãs de outras bandas que não
sabem nem o nome dos componentes e tenho certeza que o fã
do Dr.Sin sabe quem é o baterista, o vocal, o baixista e
o guitarrista, isso é o fã do Dr.Sin. Nós só
temos a agradecer a eles até porque sem eles não teriamos
o porque fazer o som, acho que no Dr.Sin conseguimos ter os nossos
verdadeiros fãs que compram o cd e que se tivessemos mais
exposição na mídia teriamos muito mais fãs
porque muitos deles não conseguem nem achar os cd's, por
quê ??? Falta de distribuiçãofalta de apoio
e através de sites como o seu (Dr.Site) temos acesso a mais
pessoas ampliando o número de fãs e conseguir aos
pouquinhos romper essas barreiras que estão contra as bandas
de rock. Acredito que a missão do Dr.Sin foi e esta sendo
muito bem cumprida porque é uma banda de verdade e já
esta aí no sexto cd e estamos conseguindo uma coisa muito
boa que é permanecer sem ter nada comprado, sem jabá,
nunca tivemos um investidor que fizesse isso pela gente, o Dr.Sin
é sozinho é eu (Ivan), o Andria, Eduardo, o Michael
e com o Joey que é o quinto componente de uma certa forma;
somos nós e a nossa música com todos os fãs
e contra tudo. Isso é o Dr.Sin. Mesmo sem apoio, sem estar
forçando a barra, inventando estória. Com a gente
a realidade esta sempre exposta do jeito que somos.
"Agradecemos
aos músicos da banda Dr.Sin por tudo o que significam para
nós..." (Dr.Site)
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